A faca afiada de uma evangélica filicida

A faca afiada de uma evangélica filicida

mãe evangélica mata filho gay a facadas11.pngAlex Canteli (padrasto), Tatiana Lozano Pereira (mãe), Itaberli Lozano (vítima)

 

Você já ouviu falar de Tatiana Lozano Pereira, a mulher que matou o próprio filho em dezembro passado. Ela e o marido (padrasto do menino) foram cúmplices. Alex Canteli Pereira carbonizou o corpo do jovem e o enterrou depois que Tatiana contratou dois homens para matá-lo. De acordo com as investigações, ela esfaqueou o próprio filho, que implorava pela vida, porque os capangas não tiveram coragem de desferir o golpe final.

Tatiana inventou todo o tipo de “justificativas” para seu crime – todas elas culpando Itaberli Lozano, um rapaz de apenas 17 anos, trabalhador, apesar da idade, a quem ela atraiu para uma emboscada em sua própria casa. O menino estava na casa da avó, quando a mãe pediu, via celular, que ele voltasse para casa porque ficaria tudo bem entre eles. O crime aconteceu entre o natal e o ano novo, quando as pessoas estão mais propensas a acreditar que a vida pode ser melhor dali para frente.

O cadáver do jovem foi levado de carro até a zona rural  da cidade de Cravinhos, SP,  próximo à Rodovia José Fregonesi, e incendiado.

Foi a avó do rapaz que registrou um boletim de ocorrência e avisou as autoridades que o jovem estava desaparecido. Ela não imaginava que o menino tinha sido assassinado pela própria mãe com a cumplicidade do padrasto.

Tanto Tatiana quanto Alex foram indiciados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima, além de ocultação de cadáver. Tatiana foi levada para a Cadeia Feminina de Cajuru (SP), enquanto Alex foi encaminhado para a Cadeia de Santa Rosa de Viterbo.

O tio paterno de Itaberli acredita que a motivação do crime tenha sido homofobia. Segundo ele, a mãe não aceitava a sexualidade do filho. “A mãe dele não aceitava e a gente já desconfiava, porque ela não quis prestar queixa. Acho que a mãe tem que cuidar do filho e não fazer o que ela fez. Ele era um rapaz que trabalhava, era educado, era um menino, mas estava na fase de trabalhador”, disse Dario Rosa.

Segundo o tio do menino, a mãe tentou desviar a investigação dizendo que não sabia onde ele estava e que talvez ele estivesse morando com algum amigo.

Agora, uma simples olhada no perfil de Tatiana, a assassina, é suficiente para se ver a que crenças Tatiana subscrevia…

SIM, você acertou: Ela é EVANGÉLICA.

Claro que isso não significa que pessoas evangélicas sejam todas assassinas reprimidas, mas é perturbador que tanta conversa fiada sobre amor não faça a menor diferença na vida de muitos dos que frequentam essas igrejas e ouvem seus pregadores. Não digo “todos”, mas também não digo “alguns”. Digo MUITOS dos que frequentam essas igrejas e ouvem esses pastores, porque muitos (não todos, não alguns, não poucos) são odiadores compulsivos – odeiam tudo o que não se encaixa no estúpido e minúsculo mundo mental deles. Se usassem contra si o mesmo rigor que usam para acusar os outros, seriam todos SUICIDAS, mas não chegam a ter coragem para tanto. Agora, para esfaquear o filho mortalmente, Tatiana não teve dificuldade alguma. Enquanto muitas pessoas seriam incapazes de degolar um frango para comer, essa filicida esfaqueou o próprio filho no pescoço sem que ele tivesse a menor chance de escapar ou de se defender.

Você acha que estou exagerando quanto à devoção dessa assassina homofóbica? Então, deixo vocês com a “IRMÔ Tatiana Lozano, a serva do Senhor nas fotos abaixo.

Se esse post servir para que você pare de tentar se consolar dizendo que “não são todos”, e entender que não faz a menor diferença repetir esse mantra, e que se você não se opuser a qualquer sinal de preconceito ou discriminação contra pessoas LGBT, você não é, essencialmente falando, tão diferente assim dessa homofóbica Tatiana Lozano, então, terá valido a pena ler essa postagem.

A FÉ DE TATANA LOZANO, ASSASSINA HOMOFÓBICA DO PRÓPRIO FILHO EM 10 IMAGENS COM COMENTÁRIOS MEUS LOGO ABAIXO DE CADA UMA:

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Uma assassina planejando a morte do próprio filho e dizendo “não temas, que eu te ajudo” é uma piada macabra bem ao estilo do sanguinário Jeová. A caixinha de promessas de onde se retiram versículos (foto) está cheia de passagens que parecem muito amorosas, mas que estão cheias de sangue. Os dois versículos imediatamente anteriores a esse (Isaías 41:13), isto é, Isaías 41:11-12, são versos que falam da destruição de pessoas e povos inteiros pelo sanguinário Jeová:

Eis que, envergonhados e confundidos serão todos os que se indignaram contra ti; tornar-se-ão em nada, e os que contenderem contigo, perecerão.

Buscá-los-ás, porém não os acharás; os que pelejarem contigo, tornar-se-ão em nada, e como coisa que não é nada, os que guerrearem contigo.  (Isaías 41:11,12 – grifo meu)

Jeová está dizendo que vai aniquilar pessoas, povos inteiros. No meio de tudo isso, um versinho bonitinho para um “escolhido” judeu, que nada tem a ver com uma crente do século 21 em SP, mas faz conta que tem.

 

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Nada mais inútil do que a oração. E pior é que ao orar, os crentes (de qualquer fé) acreditam que estão fazendo algo muito especial. No fundo, eles sabem que não. Afinal, se orar resolvesse alguma coisa, não haveria uma só criança com microcefalia por causa da Zika. Pelo menos, não desde que os primeiros casos foram identificados. O que mais se vê são mães e pais e outros parentes orando para que a Zika contraída durante a gestação não provoque essa deformação, mas as crianças continuam nascendo deformadas em  consequência do vírus. Cientistas trabalham incansavelmente para encontrar um meio de prevenir essa tragédia, enquanto os crentes aguardam os resultados para depois dizerem que foi deus que guiou os cientistas. Meu cu!

Sobre o que será que ela estava orando? Será que era para o filho deixar de ser gay, como pensam muitos dos seus “irmãozinhos” nas milhares de igrejas espalhadas por esse país?

De qualquer modo, o que ela não “resolveu” de joelhos, ela “resolveu” com uma faca amolada. Agora, vai ter muto tempo para orar na cadeia. Infelizmente, a vítima não voltará a viver por causa disso.

 

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“AME. É ESSE O MAIOR MANDAMENTO.”

Serio? E é preciso receber um mandamento para amar, especialmente um filho?

Amor pode ser mandado? Quem ama não precisa de mandamento.

E quando foi que mandamento fez alguém amar. No máximo, respeita-se o espaço alheio por mandamento, lei ou regra. Amor é coisa de outra feitura. E nem disso os escritores da Bíblia pareciam entender. Os leitores parecem entender menos ainda.

Além disso, quem foi que matou mais do que a Igreja e os “filhos de deus” que vivem em suas missas e cultos? Quem mata hoje mais do que cristãos, judeus e muçulmanos no mundo – todos três monoteístas e cheios de crenças em comum?

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Ela ama o Evangelho… Como muitos outros crentes que vejo publicando comentários homofóbicos em páginas dedicadas a combater a homofobia e outras formas de preconceito motivado por LGBTfobia. Ela diz que ama o Evangelho, mas matar foi só a última estação da via crucis que seu filho enfrentou.

A viagem entre a ofensa e o crime não é tão longa quanto se pensa.

Se ela tivesse lido e obedecido ao que Jesus supostamente disse, talvez ela tivesse evitado o ódio que gerou o crime.

Odiadores das mídias sociais, vocês não são melhores do que essa Tatiana. Vocês alimentam a homofobia com seus comentários e com atitudes LGBTfóbicas de todos os tipos. E se acreditam no Evangelho, tenho más notícias para vocês: Vocês etão indo para o inferno. Mas, nem por isso, precipitem-se em concluir que eu acredite em inferno. Não mesmo. Mas se vocês dizem acreditar em inferno ou em justiça divina de algum tipo, deviam levar isso aqui a sério:

Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno. (Mateus 5:22)

A cólera e o xingamento já são suficientes para que você tenha uma cadeira cativa entre as chamas eternas com a companhia do Capiroto. E isso é o que vocês são mestres em fazer nas redes sociais. Boa viagem.

Mas, deixando os mitos de lado, o único inferno que essa Tatiana homofóbica e assassina poderá enfrentar, ela já está encarando: A cadeia! E bem longe do maridinho homofóbico e criminoso dela, que não vai poder “chegar junto” em alguma possível visita íntima porque ele também está preso. Que fiquem lá por 30 anos sem trégua.

 

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Era uma mulher de oração mesmo… Ora com a boca e mata com as mãos.

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Será que ela é profetiza? Só que não. Não foi deus que arrancou a máscara da cara dela. Primeiro, porque a família já sabia que ela era homofóbica. O tio paterno do menino mesmo disse que sabia que ela não aceitava o garoto. Gente como essa mulher acredita e apoia aquilo que dizem pregadores do ódio contra as pessoas LGBT. Elas costumam jurar fidelidade a políticos oportunistas que defendem  o”corretivo” para que o filho pare de desmunhecar. Gente com essa mentalidade e outros idiotas costumam votar ou sustentar esses hipócritas. São todos cúmplices em alguma medida.

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Como é santa a assassina! Sendo crente, ela já tem alguém a quem culpar agora –  o diabo, cujas costas largas são utilíssimas para tranquilizar as consciências desses moralistas hipócritas depois de todo e qualquer malfeito. A obsessão pelo diabo é tanta que essa gente se culpa até por prazeres inofensivos que os padres e pastores demonizam. Quanto a isso, há pelo menos dois tipos de crentes: os idiotas sinceros e os cínicos oportunistas.

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Deus se fez de surdo para ela como se fez enquanto a serpente falava com Eva sobre comer o fruto proibido, como se fez para Caim no momento de sua oferta, como se fez para Moisés quando pediu para entrar na Terra Prometida, como se fez para Jesus no momento da crucificação. Deus gosta de brincar de surdo quando lhe interessa. Deus também não deu a mínima para os gritos do jovem Itaberli enquanto era esfaqueado. Ele gritou, e gritou muito, de acordo com uma das pessoas presentes na cena do crime, mas como é que um personagem mítico poderia ajudar um ser humano diante de um perigo real e inescapável como esse de ser um adolescente dominado por homens mais fortes do que ele e armados a faca, tendo a mãe (essa sim real) como comandante da quadrilha?

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Ela assistir Os Dez Mandamentos, produção da Rede Record, a emissora do Bispo Macedo… Ora, vejam só.. E você pensando que um dos relatos mais xenofóbicos da Bíblia poderia ser padrão de boa conduta para alguém. Não que ela tenha se tornado uma assassina por causa das praguinhas jeovistas ou por causa da raivinha de Moisés contra o povo do Egito e até mesmo contra os judeus por qualquer motivo. Não mesmo. Mas que exemplos dados ali  seriam melhores do que os de qualquer videogame que eles demonizam, inclusive Assassin’ Creed?

Quanta ingenuidade! Que exemplo positivo e construtivo se pode tirar de um relato mítico que envolve todo o tipo de violência perpetrada por Jeová só para, supostamente, exibir-se diante de um punhado de africanos (sim, os egípcios eram e são africanos) e de semitas (os judeus são, alegadamente, filhos de Sem).

Resumindo: Os Dez Mandamentos não ajudaram em nada, apesar de seu “Não Matarás“, não é mesmo?

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Mas fez, não fez? Fez tudo de um jeito bem sórdido antes, durante e depois do crime.

Antes do crime, enganou o menino para emboscá-lo sem resistência.

Durante o crime, testemunhou seu esfaqueamento e enfiou a faca no pescoço dele para se certificar de que morreria.

Depois do assassinato, carbonizou o corpo, enterrou o corpo e inventou que ele poderia estar morando com algum amigo para desviar a investigação.

Será que essa assassina pediu ajuda a deus para que ninguém descobrisse o que ela fez? É possível. O que não falta é bandido pedindo a proteção de deus antes de sair para cometer crimes nesse país.

MALAFAIA, FELICIANO, MAGNO MALTA, JAIR BOLSONARO (e família), VALDOMIRO, PR. EVERALDO e outros políticos, pregadores e pastores  que desprezam as pessoas LGBT, além de fazerem o que podem para atrasar qualquer avanço em relação a seus direitos nesse país, EIS AÍ A CRIA DE VOCÊS. Tatiana poderia ter sido orientada a amar e respeitar, acolher seu filho gay sem qualquer ressalva, mas não. Todo o lixo que vocês produzem circula por aí e ainda encontram repetidores que acrescentam mais lixo ainda.

Não lavem as mãos, hipócritas! Vocês alimentam a fantasia de que há algo errado com as pessoas gays, lésbicas, bissexuais ou transgêneras, e que elas são perigosas para a sociedade, mas quem porta as facas são as ovelhas que ouvem as declarações diabólicas de vocês. Elas vão para a cadeia no final das contas, enquanto vocês continuam em seus jatinhos às custas dos idiotas que acham que precisam de vocês para alguma coisa.

AGORA, querem saber qual é o cúmulo da ironia? Tatiana, a crente homofóbica assassina, publicou no dia 27 de dezembro, apenas dois dias antes do assassinato de seu próprio filho um vídeo da cantora evangélica Aline Barros com a música “RESSUSCITA-ME”. Você consegue imaginar isso?  https://www.facebook.com/StarGospelMusicas/videos/1543803622403474/

Deixa eu dar uma notícia a essa criminosa: Não, você não vai ressuscitar. Ninguém vai. E no seu caso, é uma pena mesmo… se é que vocês me entendem. Mas a cadeia lhe cai muito bem e tomara que você tome banho de sol no pátio da penitenciária pelos próximos 30 anos, porque, ao contrário de Bolsonazi, eu não penso que “bandido bom é bandido morto”. A morte pode ser uma bênção. Quero que você viva.

Crivella corta bilhete único de universitários durante as férias.

Sergio Viula

 

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Eu não sabia ainda que o novo prefeito do Rio já havia dado uma canetada contra a educação universitária em menos de um mês de administração. Um querido amigo meu, universitário, acaba de me informar que ficou sem bilhete único durante as férias – recurso que o ajudava a ir e voltar do estágio.

Ter um prefeito que corta investimento em educação, justamente na área de conhecimento científico, é extremamente emblemático, especialmente levando-se em consideração o desprezo que fundamentalistas como ele nutrem contra tudo aquilo que não alimenta o fluxo ($$$) de sua organização ‘religiosa’ – conhecimento científico, definitivamente, não é uma de suas prioridades.

Parabéns aos mais de 50% dos eleitores cariocas, que foram idiotas  suficiente para votarem nesse traste. Não vai demorar para vocês perceberem a burrice que fizeram, mas vai demorar muito para se livrarem dela: 4 anos. Não espero, porém, que os extorquidos em todos os cultos da igreja do tio dele, e que continuam sendo fiéis seguidores desses manipuladore$, se arrependam de serem trouxas. Para esses, há pouca esperança, mas nunca se pode ter certeza. Os ex-crentes estão aí para provar isso.

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ATUALIZAÇÃO EM 24/01/17: Depois de muita pressão, o ‘santinho’ deu ré. O Jornal Extra publicou ontem: Estudantes voltam a ter acesso integral ao Bilhete Único Universitário

Pastor secretário de Crivella faz cruzada contra piercings e tatuagens na prefeitura do Rio.

Por Sergio Viula

A notícia chegou ao meu conhecimento através do Twitter. Fui conferir a fonte: A matéria era da revista Veja, na escrita de Maurício Lima, e denunciava a nova cruzada desse pastorzinho secretário de bispento.

 

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Secretário de Crivella faz cruzada contra piercing e tatuagem
Rubens Teixeira sugere código de costumes na administração municipal

Depois de uma década dominada por yuppies descolados da Zona Sul, a prefeitura do Rio vive dias de mudança radical.

Escolhido por Crivella para a Secretaria de Conservação, o economista Rubens Teixeira vem sugerindo aos funcionários que escondam tatuagens e piercings. Sutis, os recados são dados aos subordinados através de seus assessores.

Comenta-se que a desobediência pode acarretar até em demissão ou exoneração. Com menos de um mês de governo, Teixeira já é chamado nos corredores de “O Bispo da Universal”. 

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Quase isso. Rubens, na verdade, é pastor da Assembléia de Deus.

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Agora, vejam: Quando eu digo que mais da metade da população da cidade do Rio de Janeiro mostrou ser um bando de perfeitos idiotas na hora de votar, não exagero. Pior ainda foi ver gente que nem era da Universal ou de outras igrejolas parecidas com ela votando nele. Teve gente que votou nele apenas para evitar Freixo. E por quê? As desculpas (esfarrapadas) eram as mais diversas.

Mas, uma coisa vos digo, pecadores (risos!), não existe desculpa que justifique o voto em fundamentalistas, especialmente com o histórico daquela bancada no Congresso.

O Rio de Janeiro está vivendo uma crise sem comparação e um retardado desses faz uma campanha contra piercings e tatuagens! Isso é só o começo. Se eles não têm vergonha do ridículo em algo que não lhes trás lucro algum (e eles adoram dinheiro), imaginem quando houver dinheiro envolvido.

Se eles não têm vergonha de discriminar pessoas com base num acessório ou marca no corpo, imaginem o que farão em outros temas que bem conhecemos.

E teve ateu votando nesse tosco do Crivella. Não só isso, teve LGBT votando nesse cínico fala-mansa. E mais ainda, teve católico e gente de religiões afro-brasileiras se deixando levar pelo canto da sereia crivellina.

Eu não devia me admirar… Mas como não me indignar?

GENTE IDIOTA, vocês têm o governo que merecem, e isso tanto em nível municipal, como estadual e federal. E o Rio de Janeiro não é exceção. Teve cidade em que vereadores assumiram o cargo na cadeia ou saíram só para assumir o cargo e voltaram para o xilindró.

POVO BURRO, quando vocês aprenderão alguma coisa com a experiência?

 

 

O que o Facebook me ensinou?

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O que o Facebook me ensinou?

Por Sergio Viula

 

Antes de mais nada, preciso dizer que, durante muito tempo, mantive dois perfis no Facebook: um aberto a todo mundo e outro voltado apenas para os meus alunos e colegas de trabalho. O meu perfil irrestrito tornou-se uma plataforma de militância em prol da comunidade LGBT. Também divulgava conteúdos ateus. Tanto que esse blog tinha fan page lá sob o mesmo nome. Pois bem, era nesse perfil meio ‘ativista’ que eu também publicava muitas informações sobre a minha vida pessoal: relacionamento conjugal, atividades nos meus horários livres, enfim, quase tudo o que me viesse à mente (e fosse publicável, é claro… ^^). Minha participação naquela rede social incluía várias fan pages e um grupo – tudo isso bastante frequentado. Graças a isso, fiz alguns amigos que me acrescentaram muito e mantive contato com pessoas com as quais não poderia interagir tão facilmente sem aquela ferramenta por causa da distância ou correria do dia-a-dia.

Por que foi, então, que eu saí do Facebook há dois meses, e  refiro-me ao meu perfil “militante”?

Alguns dos motivos foram os seguintes:

  1. Graças às ferramentas de publicação e compartilhamento do Facebook, fui “alvejado” inúmeras vezes por publicações que pendulavam da mais pobre estupidez ao mais desprezível discurso de ódio. E digo “alvejado” porque elas acertavam minha timeline como “balas perdidas”, mesmo quando não eram dirigidas a mim. Muitas vezes, ignorava a postagem e nem perdia tempo tentando discutir com quem, a despeito de tantas ferramentas para checar as informações, preferia viver na ilusão de que a mentira em que acreditava fosse a mais pura verdade. Houve pouquíssimas exceções. Uma delas foi quando um casal heterossexual publicou uma história “fake” sobre um suposto casal gay que teria abusado sexualmente de um filho adotado. Além de divulgar coisa falsa como verdadeira, a pessoa ainda se deu o trabalho de dizer o seguinte: “É para isso que eles querem adotar”. A história, porém, havia sido montada por algum desafeto da comunidade LGBT e já tinha sido desmentida por sites que investigam boatos. Pois bem, dessa vez, excepcionalmente, fiz uma intervenção. Fui lá e disse: Isso já foi provado que é “fake”, mas isso aqui é verdade. E coloquei a seguinte postagem como resposta: “Pastor abusa de filha desde que ela tinha 6 anos de idade”. A matéria jornalística acompanhava a manchete. A pessoa teve, pelo menos, o bom senso de se calar, mas muitos conseguem se enfiar ainda mais na lama da idiotice, tentando salvar a própria face em meio a desbunde total de ser pego num ato de má-fé. E se não puderem salvaguardar coisa alguma do que disseram, tentam usar a válvula de escape, ao estilo Chapolin Colorado: “Foi sem querer querendo”.
  1. Foi também graças à facilidade de se produzir e reproduzir absurdos, principalmente, em forma de textos ou de fotos legendadas, muitos deles pautados em moralismos baseados em crenças dogmáticas, especialmente aquelas com características fundamentalistas, sejam da ala católica ou da ala evangélica mais radicais, que muitas pessoas por quem eu nutria uma certa admiração me mostraram que não eram tão admiráveis quanto eu pensava até então. Que tristeza ser arrancado de uma doce ilusão por um choque de realidade como esse. Deve ser semelhante ao que sente o religioso quando percebe que se sacrificou em vão em nome de uma entidade espiritual (seja ela um deus, ou deusa, ou o que o valha) não mais real do que os Ursinhos Carinhosos, por exemplo. Se bem que os Ursinhos Carinhosos são muito mais úteis à formação moral das criancinhas do que qualquer catequese ou escola bíblica.
  1. As conexões que o Facebook faz entre um usuário e uma gama de pessoas completamente desconhecidas, só porque são amigas de outro usuário, podem se constituir num verdadeiro inferno existencial. Agora, multiplique esse potencial por quase 4 mil seguidores, que era o número de “amigos” que eu tinha (alguns eram e continuam sendo meus amigos de fato, mas a maioria não fazia jus à semântica do termo). Isso quer dizer que minhas publicações poderão ser expostas a centenas de milhares de pessoas em minutos. Também significa que eu verei o que essas centenas de milhares de desconhecidos também publicam. Alguns me acrescentavam muito, mas outros tantos, muitos outros mesmo, não faziam a menor diferença ou – muito mais tristemente – me faziam perceber que o sintagma “ser humano” está longe de poder ser devidamente qualificado como “evoluído”, especialmente quando se trata de ética, política, racionalidade, ciência, sexualidade, identidade e papéis de gênero, e coisas afins. Uma pessoa pode ser facilmente intoxicada por tanto veneno intelectual, moral e emocional ao mesmo tempo, constantemente veiculados pelos usuários da rede. Ah, e tem esses novos recursos que o Facebook passou a disponibilizar, que são o reconhecimento silencioso de que ódio, falsidade e fofoca marcam presença quase onipresente naquele espaço cibernético: você pode bloquear, só deixar de seguir ou desfazer amizade, além de uma série de outras restrições que você pode impor às pessoas sigilosamente, as quais poderão também ser usadas contra você e, em última análise, deixar todo mundo falando sozinho, enquanto acredita que outros ainda possam ouvi-lo. É a árvore podando a si mesma, isto é, a rede social trabalhando com a lógica do isolamento.
  1. E justamente porque uma simples frase pode gerar uma “treta” infindável, visto que muitas pessoas acreditam que podem dizer o que quiserem, sem qualquer noção de limite quantitativo ou qualitativo, perde-se um tempo preciosíssimo apontando a lua, enquanto elas olham o dedo. Uma argumentação bem construída também poderá gerar simplesmente um “block” que impedirá que ela chegue a outras pessoas que vinham acompanhando a discussão mesmo sem serem amigas ou seguidoras do cuidadoso argumentador. É como construir castelos de areia diante de verdadeiros tsunamis. Em outras palavras, o Facebook é amplificador de falatórios que dificilmente levam a algum crescimento, porque tudo o que se quer é dar a resposta que vai deixar o outro sem palavras. Rarissimamente, há silêncio diante de algo de que se discorda ou que se reprova por alguma razão. As pessoas parecem não compreender que é possível que esse silêncio diante do questionável – que raramente ocorre – não seja mera falta de argumento, mas apenas o famoso “deixar no vácuo”, quando se chega à conclusão de que, mesmo tendo um bom argumento para apresentar, não vale a pena seguir falando. Como supostamente teria dito um judeu não muito querido em seu próprio círculo, isso seria como “jogar pérolas aos porcos” – o poderia ser parafraseado assim: “Não dê a quem não é capaz de perceber o valor da dádiva aquilo que você tem de mais precioso”. Isso é o que frequentemente acontece no Facebook, infelizmente. Tenho amigas e amigos que escrevem textos brilhantes, os quais são ridicularizados por gente que não tem um grama de neurônios para entender o que eles tão brilhantemente expuseram. Fico feliz por ter amigos assim, mas sinto-me extremamente pessimista quanto à humanidade como um todo quando vejo como funciona aquela parte que revela o pior de si mesma nas redes sociais.
  1. A “mentalidade de gado” demonstrada por tanta gente que usa as redes sociais é outra coisa que me cansa. O indivíduo ouve uma frase de teor extremamente questionável, mas que lhe parece muito inteligente, e a reproduz ao infinito. Como ele, haverá centenas, talvez milhares, de indivíduos com as mesmas limitações cognitivas que repassarão aquela “pérola de sabedoria”. Qual é o resultado? Agora, você tem um bloco discursivo monolítico com ares de senso comum, ou seja, uma coisa que a gente pensa que todo mundo pensa e, por causa disso, tende a pensar como todo mundo, mas que, no final das contas, estava equivocada desde o começo, apesar de parecer se encaixar tão perfeitamente no mundinho quadradinho de um, e depois de outro, e depois de vários, e depois de muitos, para finalmente parecer até que é a opinião de todos, com ares de verdade universal. Só que não. As pessoas nem sempre percebem que foi sua própria “mentalidade de gado” que permitiu o surgimento dessa formação discursiva e sua cristalização. Nessa categoria, entram chavões, boatos, preconceitos, falas discriminatórias, condenações a réus que nunca compareceram diante de um juiz, incluindo casos como o da dona de casa que, acusada de usar crianças em rituais macabros, foi linchada em praça pública, só para, depois disso, perceberem os seus algozes que tudo não passava de invenção. Muitos deles, porém, acreditavam estar fazendo a “obra de deus”, livrando-se de uma bruxa – bem ao estilo medieval. Idiotas para quem não tenho adjetivos adequados.
  1. A morosidade do Facebook em banir promotores de discursos de ódio, inclusive os que fazem ameaças de morte (até mesmo de terroristas) tem permitido o uso dessa mídia para recrutamento de perigosos imbecis que vão de gangs urbanas a jovens que juram fidelidade ao Estado Islâmico, os quais são capazes de praticar atrocidades como o ataque à Boate Pulse em Orlando, ou os ataques em Paris, ou o ataque ao mercado de natal na Alemanha. Pior ainda, nossas informações pessoais ficam expostas a esses canalhas e podem ser usadas por eles.

Por essas e por outras, se há uma coisa que o Facebook me ensinou é que estar conectado a tanta gente ao mesmo tempo, com tantas possibilidades de interação, sendo tantos de nós ainda tão pouco evoluídos, do ponto de vista das mais básicas noções de humanismo, pode ser muito danoso para as relações e para a saúde mental, tanto a minha quanto a de outras pessoas. Talvez seja verdade que, através dessas interações, a gente possa descobrir quem é sincero com a gente ou quem age com falsidade (será mesmo?), mas eu cheguei a duas conclusões, pelo menos:

  1. Não acredito que possa transformar a minha própria realidade através do Facebook, muito menos mudar o mundo sendo trolado e respondendo a essas tretas sem pé nem cabeça num eterno encadeamento de enunciados inúteis.
  2. Não estou disposto a investir meu tempo livre na investigação de quem presta e quem não presta, quem é coerente e quem é incoerente, quem é evoluído, humanisticamente falando, e quem é um completo retardado sob, praticamente, todos os pontos de vista.

Alguns poderiam objetar que se eu encarasse o Facebook apenas como diversão, especialmente em se tratando de memes, eu não veria tanto mal nele. Concordo que alguns deles são engraçadinhos, mas até nisso tem gente que desrespeita qualquer noção de razoabilidade. Além disso, ficar no Facebook por causa de alguns memes divertidinhos é como suportar o cheiro de um cadáver só para poder aproveitar os sapatos de couro novinhos que o infeliz usava quando morreu. Simplesmente, o benefício não vale o custo. E nada em comunicação de massas é tão inofensivo ou inocente como querem nos fazer crer aqueles que dizem que o Facebook pode ser apenas uma diversão. Ele nunca será apenas uma diversão, pelo menos não para boa parte do usuários. As pessoas tomam decisões que vão das urnas ao divórcio por causa de tretas produzidas nesse ambiente virtual.

Agora, uma coisa é verdade: Tem muita gente maravilhosa no Facebook – meu marido, inclusive. Talvez, daqueles quase quatro mil “amigos” que eu acumulei, uns 50 fossem desse naipe, mas é simplesmente impossível manter controle absoluto sobre uma rede social como essa sem que nos tornemos praticamente funcionários – sem salário – do bilionário Zuckerberg, trabalhando criteriosa e dedicadamente para tentar construir um espaço livre de estupidez – o que, no final das contas, há de se mostrar uma grande e frustrante utopia. As ações do Facebook na bolsa de valores, por outro lado, se tornarão cada vez mais valiosas.

Não posso dizer “NUNCA” (aprendi com o Justin Bieber…^^), mas garanto que eu, DIFICILMENTE, criaria outro perfil no Facebook novamente. E para aumentar as probabilidades de que nada publicado por mim continuasse rodando naquele “mundo paralelo” sem minha possível participação, fiz o seguinte:

  1. Tornei todas as minhas postagens privadas. E em seguida, excluí todas elas. Assim, cerquei cada uma delas por dois lados diferentes, mas não posso garantir que ninguém tenha salvo alguma e possa republicá-la. Essa é uma probabilidade.
  2. Desassociei todos os meus amigos através de um aplicativo que faz o trabalho do “Cérebro” no filme dos X-Men… hehehehe Ele localiza todos eles e os deleta do meu círculo em segundos. Tchau, queridos! De alguns de vocês, eu sentirei saudades sinceras, mas vocês têm meu e-mail e podem falar comigo por esse blog e pelo foradoarmario.net. Sejam bem-vindos.
  3. Por fim, excluí a página definitivamente – o que significa que não a suspendi, apenas. Ela não existirá nunca mais. Outra poderia ser criada, mas essa não será reativada.

Lamentavelmente, uma ferramenta que poderia promover mais amizade, conhecimento e debates minimamente úteis e muito bem argumentados tem servido para promover muita desarmonia, desinformação, equívocos, acusações baratas e sem qualquer critério de racionalidade, entre outras coisas. E quando alguém, eventualmente, pega seu celular e tenta me atualizar de alguma treta, dizendo “olha só o que publicaram no Facebook”, eu só respondo que essa rede social está cada vez mais podre. E grande parte dessa podridão é produzida e mantida por indivíduos que se consideram “cidadãos de bem” e muito acima da margem, só que não percebem o quanto têm de fascismo em si mesmos. Muitos desses “seres superiores”, fidelíssimos à “moral e aos bons costumes” (só que não) são os mesmos que perderam o bonde da evolução intelectual, emocional e ética. Enquanto isso, algumas pessoas que jamais serão capazes de escrever uma só linha no Facebook ou em qualquer outra rede social – porque são analfabetas – se mostram mais sábias que todos eles. Eu conheço algumas que, sem terem pisado na escola ou permanecido lá por tempo suficiente para aprenderem a ler e a escrever, são pessoas infinitamente mais evoluídas do que aquelas que se põem a escrever comentários ridiculamente despropositados ou absolutamente equivocados, não só em suas timelines, mas nas postagens de outras pessoas, as quais nunca lhes pediram qualquer opinião.

Infelizmente, sair do Facebook não garante que estejamos longe de sua influência, tendo em vista que qualquer coisa que se diga fora dele poderá ser introduzida em sua esfera a qualquer momento, bastando que alguém a reproduza através de um parágrafo ou de uma foto ou de um vídeo. Feito isso, qualquer banalidade entra no fluxo interativo dos usuários do Facebook. E se for coisa realmente relevante, as consequências podem ser ainda mais desastrosas.

Verdadeiros infernos podem ser armados dentro de uma família, de um escritório e/ou de qualquer outro ambiente onde as pessoas tenham contato ao vivo ou mantenham relações nem sempre fáceis de romper em caso de intensa desavença. O que se pode fazer, então? Apertar o botão do “dane-se” (estou sendo mais gentil do que geralmente sou) e seguir em frente? O problema é que há casos em que o prejuízo pessoal causado por uma rede de fofoqueiros pode ser materialmente e/ou emocionalmente alto demais, até mesmo irreparável. Basta que vejamos quantas pessoas já se suicidaram por causa de cyberbullying. Definitivamente, nada disso configura mera diversão inocente.

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Que pena que o Pokémon Go não colou… Se tivesse vingado, a gente não precisaria mandar certas pessoas caçarem aquilo que um determinado pastor procura até agora, né, Boechat? Elas já estariam caçando um monte de bonequinhos inocentes.

Infelizmente, o que mais tem nesse mundo é gente disposta a defender posicionamentos como os do referido pregador em nome da “moralidade”, dos “bons costumes” e da “família”. Só não percebem como esse mantra é – ele mesmo – um daqueles chavões repetidos sem o menor escrutínio racional, tratando-se quase de um encantamento que torna as pessoas automaticamente insensíveis diante de questões que são verdadeiramente relevantes para a felicidade e harmonia individual e social. Enquanto isso, esses patifes vão depenando o pouco que elas têm sem que nem se deem conta disso. É provável que essas pessoas até acreditem que são uma classe especial de indivíduos, uma espécie de casta que conta com algum tipo de favor divino, exclusivamente concedido aos que juram fidelidade a tais embusteiros e às suas repetidas violações contra a dignidade das pessoas. Só que não. Elas estão apenas servindo de massa de manobra. Por outro lado, existem muitas que, sentindo-se indignadas com tanta estupidez, não se submetem a esses patifes de modo algum. Gosto de pensar que sou dessas! E acho que eles sabem disso. ^^