A Jornada de Aliyah Saleem do Islã à divulgadora do ateísmo

Postado por Elisa Meyer em 26/11/12

Traduzido e levemente adaptado por Sergio Viula

aliyah-sallem
Aliyah Saleem: Uma ateia educada para ser muçulmana.

 

A Jornada de Aliyah Saleem do Islã à divulgadora do ateísmo

Uma das mais difíceis decisões que Aliyah Saleem precisou tomar em sua vida foi a de ir contra tudo o que ela havia sido ensinada a crer. Aliyah decidiu despir-se de suas crenças islâmicas e abraçar o ateísmo.

Apesar de Aliyah ter sido criada como muçulmana na Inglaterra e ter estudado um ano no Paquistão, ela se sentia isolada. Agora, com 27 anos, ela decidiu devotar-se a ajudar outros “apóstatas” e a fazer campanhas para ajudá-los. Sua jornada de desconversão não foi inteiramente suave.

“Foi muito duro deixar o Islã, especialmente porque muitos amigos e familiares não entendiam minha decisão”, disse Aliyah.

No final de outubro, ela falou em Plymouth, Inglaterra, compartilhando sua experiência num encontro humanista.

O maior problema foi lidar com a discriminação, que é universal e afeta todas as pessoas de diferentes experiência religiosas, quando estas deixam suas fés. À medida que falava de suas experiências, ela dizia: “Eu estudei em escolas fundamentalistas desde a idade de 11 anos e fui bastante doutrinada num estilo em que a maioria dos muçulmanos no Reino Unido não são. Ciência, razão, evolução e feminismo foram fatores que me levaram a não mais ver o Islã como uma religião verdadeira. Eu descobri que minha compreensão do Islã contradizia minha perspectiva feminista recentemente emergente e que eu não podia reconciliar minha fé com ela.”

Aos 19 anos, ela decidiu deixar o Islã. Aliyah tem sido ateia há 8 anos agora. Além de enfrentar oposição por ser uma “apóstata” agora, ela também deixou de usar o hijab. Em seu blog, ela disse que “nossas únicas posses são nossos corpos e que usar um hijab deveria ser escolha da mulher. Se elas se sentem confortáveis, deixem-nas usá-lo. Se não, ela espera que sua história as ajude a lutar contra serem forçadas a usá-lo”.

Em 2015, Aliyah organizou o Fé para os Descrentes com seu colega, Imtiaz Shams, a fim de prover uma plataforma para ajudar as pessoas em situação similar de estigmatização e ridicularização a compartilharem suas jornadas. Eles começaram a realizar conferências nos campi universitários e a falar contra a discriminação e criar conscientização sobre o tema. Eles querem dizer a outras pessoas que elas não estão sozinhas e não deveriam se sentir isoladas.

Aliyah está continuamente defendendo os direitos das mulheres bem como oferecendo suporte aos novos “desconvertidos”, os novos ateus. Ela tem sido convidada a falar em seminários, campi universitários e eventos humanistas.

A partir de sua experiência, as pessoas estão achando mais fácil assumir seu ateísmo e demonstrar publicamente sua descrença.

Fonte: World Religion